Sabe aqueles dias em que a gente só quer ficar quietinha num canto? Que não está chovendo, nem está nublado... Que você quer fazer nada porque sim... Só isso. Era assim que eu estava hoje. Pensativa e feliz sem motivo aparente. Quietinha e só. Livre para correr para o meu canto, tomar um banho demorado, ouvir boa música e ler um livro bebendo um vinhozinho tinto. É! Tem dias em que a gente precisa se encontrar consigo mesma.
Tenho me encontrado comigo há alguns anos e acho que o resultado tem sido bem proveitoso. Pensar em mim e nas pessoas fez que questionasse algumas vivências recentes e chegasse a algumas novas conclusões. Não tenho nada muito relevante para trazer à tona aqui, nenhuma grande nova verdade encontrada, apenas que acredito que maturidade se faz real nesses momentos.
Há pouco dias, conversando com um amigo, ouvia suas palavras e, enquanto olhava para ele, me perguntava: nossa! Quando foi que aquele moleque se tornou esse homem? E diante do meu orgulho em ver que o tempo passou corretamente para alguém de quem tanto gostava, me lembrei do quanto mudei também, da mulher que me tornara e de que, talvez, também tenha passado despercebido até para mim mesma. Mas o que ficou de mais forte, foi me lembrar de que são nos pequenos momentos, às vezes, em uma ou duas palavras ditas ao vento, que as maiores verdades se mostram. Num pequeno encontro ou reencontro consigo mesmo.
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